Se desde o primeiro teaser, a microsérie Capitu, prometia ser uma excelente experiência audiovisual, ela cumpriu tudo que prometia. No ano do centenário de falecimento de Machado de Assis, um dos maiores, se não o maior, escritor brazuca, responsável pela fundação da Academia Brasileira de Letras e pela publicação de fantásticos poemas, contos e romances, não poderia ser feita melhor homenagem.
Porém, ouvi de muita gente que a linguagem da série não favorecia o entendimento da história. Que era algo rebuscado, “elitista”. Discordo. Morro discordando. A serie foi praticamente uma leitura de Dom Casmurro. Aliás, leitura essa que foi realizada inclusive pelo site Mil Casmurro, colocando mil pessoas para ler um trecho do grande clássico machadiano. Como assim linguagem complicada, rebuscada?
via Deus salve a rainha.
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Eu também adorei, DG… mas perdi o último capítulo. Todo mundo anda nivelado por baixo hoje em dia… a linguagem visual tava excelente, inclusive a do site www.globo.com/capitu. As músicas eram bem bacanas (black sabath!!!) e, principalmente, a Capitu jovem é o que o Tutty Vasques chama de “mulheres da cota pessoal de Deus”.
Agora, quanto a linguagem rebuscada, qualquer coisa que não seja linear ou, linear didático causa etranheza total, principalmente na tv que tem a linguagem teledramatúrgica estabelecida há décadas. Quer ver uma coisa? Eu acho que a biografia da Maysa que vai passar na Globo será excelente, mas a linguagem é amplamente mais “acessível”.