O site Entretantos publicou outro artigo interessante sobre a questão do preço dos livros, que complementa bem o que eu escrevi sobre a Lei do Preço Único do Livro. Rafael Rodrigues critica a oposição ao livro promocional com uma argumentação interessante, porquê impedir uma editora/livraria de ganhar menos com uma obra que já se pagou e deu lucro.
Como exemplo ele fala do livro “1808″ que até maio de 2008 havia vendido 300 mil exemplares (fonte dele); e que segundo o Globo do dia 11/02/2009, bateu os 500 mil exemplares. Imaginando que o preço de capa do livro é de R$ 44,90, estamos falando em um total de R$ 22.450.000,00 bruto. Dinheiro suficiente para tranquilizar qualquer editora e viabilizar qualquer tipo de promoção.
Na minha opnião, completando o seu pensamento, vale lembrar que qualquer produto pode vir a saturar seu mercado. O que se deve fazer depois que todo o seu mercado potencial já tem o seu produto? Simples! Mudar de mercado. E para atingir um novo mercado, por exemplo o mercado de pessoas que não pagam R$ 44,90 por um livro, deve-se levar em conta tudo, inclusive o preço.
Por esse motivo alguns países fazem a edição do mesmo título em vários formatos, alternando o preço e atingindo uma variedade maior do mercado. Ações como essa não foram muito populares no Brasil até agora, embora comecemos a ver uma pequena movimentação em direção as edições de bolso.
O problema do Mercado Editorial Brasileiro não é o acesso a leitura, é a formação dos leitores. Existe uma necessidade sim, urgente, de se formar leitores críticos, coisa que o Estado finge ignorar e que a população parece incapaz de asssumir.
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